Cansei dessa vida mesquinha que estamos levandoCansei de aacordar todos os dias ao teu lado
Me incomoda não encontrar a casa vazia
Não consigo mais olhar em seus olhos
Cansei de anões de jardim na frente de casa
Cansei dos pequenos objetos bregas espalhados que te deixam feliz
Me deixa mal seu sorriso sarcástico
E o brilho arrogante do seu olhar
Cansei de ouvir sua voz falando em meu ouvido
Cansei das suas mãos buscando minhas costas
Já não te sinto como meu
Já não me sinto como sua
Cansei de ter que dizer 'eu te amo'
Cansei de dizer 'tudo bem'
Você já não me vê como sua
Você já não se vê como meu
Essa é a razão do afastamento
Por isso minha partida repentina
Não quero deixar de amá-lo
Pois lembro que um dis lemos juntos algo que se aplica ao nosso caso:
"O amor só atinge sua plenitude no distanciamento"(*)
Marcia Caetano da Costa (11/09/2008)
(*)Sollivan Brugnara

2 comentários:
Máximas demonstram um limite. Só sobrevivem no nosso mar de impura certza, na nossa material incerteza.
Como te falei antes, triste, duro, áspero, sincero, puro, lindo.
Ler tuas obras é como pegar com as mãos um sentimento.
Beijo
O poeta é assim mesmo.Está sempre á espera de novas manhãs.
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