domingo, 17 de maio de 2009

Sem título



A sensação de romance
O calor dos corpos
O perigo de se perder
Nas mãos, nos lábios, nos laços
De quem tem a habilidade de fazer arrepiar
E o poder de amenizar todas as dores
Assim chega o amor
Intenso como o mar agitado em dia de vento
Simples como tocar a névoa da manhã
E inesperado como o suspiro que vem com a imagem da pessoa amada


"Eu que não sei quase nada do mar, descobri que não sei quase nada de mim..." (*)


A. C.

domingo, 3 de maio de 2009

Sem título


A manhã passa, a tarde cai, a noite avança, a madrugada acalma
Os dias seguem e a paz continua
É até estranho o tamanho da calmaria dentro desde coraçao que nao se aquieta, as vezes é até atemorizante a possibilidade de tudo isso acabar - mas é só as vezes.
A tempestade vem no fim da tarde, os pingos d`agua colam no vidro da janela como meus lábios naquela boca num beijo profundo tal qual erosão.
Enquanto a gota escorre meus olhos pacientemente a acompanham, ela desce, desce, desce e se junta com dezenas de outras gotas que formam um pequeno universo de restos de chuva
Um sorriso emerge sem que eu possa segurar quando lembro daquele sorriso que tanta paz me transmite, daquelas mãos delicadas que me acariciam tao docemente, daquele corpo ajustado ao meu numa comunhão impressionante e da sensação de entrega que me vem quando ouço o timbre daquela sua voz...
A vida é outra agora.
Diacho de coração!
O melhor de tudo é saber que apesar de tudo de ruim que acontece lá fora no meio da tempestade, aqui dentro está cada coisa no seu lugar e que por mais que chova vai sempre haver um momento em que podemos respirar outra vez e recomeçar.


"Estou vivendo como criança que descobre."*


(*) Gustavo Pöttker